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1ª  Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

Recentemente foi acrescentado um artigo ao Estatuto da Criança e do Adolescente instituindo o dia 1º de fevereiro para o início da Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência.

 

Um levantamento do Ministério da Saúde, fechado em 2017, apontou que, somente em 2015, foram 546.529 os nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos.

 

O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, com um índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos conforme mostra um estudo divulgado em 2017 pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

 

Conforme o estudo do UNFPA, um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Entre estas, de cada cinco, três não trabalham nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região Nordeste. Destaca ainda que na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres mais pobres têm menos oportunidades de planejamento reprodutivo, menos acesso a atendimento pré-natal e sua vulnerabilidade é maior quanto a partos sem assistência de um profissional de saúde.

 

A diminuição da gravidez na adolescência exige ações sistemáticas na área da educação. É crucial realizar ações de educação integral em sexualidade nas escolas, visando facilitar o empoderamento das meninas, para que possam, considerando suas capacidades, tomar decisões e responder por elas, decidir conscientemente ter ou não ter vida sexual, e escolher usar métodos anticoncepcionais para poder evitar a gravidez não planejada. Isso deve trazer como resultado o exercício pleno dos direitos sexuais e reprodutivos e o controle de suas próprias vidas, eliminando sua condição de inferioridade e se libertando de qualquer tutela.  Para os meninos a educação sexual também é muito importante para que aprendam a cuidar da sua saúde, incluindo o uso de camisinha em todas as relações sexuais, porque a responsabilidade de evitar uma gravidez também é deles. Também devem aprender a tomar decisões próprias e não ceder à pressão do grupo, aprendendo ao uso de bebidas alcoólicas, a outras drogas, ao fumo e também devem aprender a diminuir as condutas machistas e a praticar o respeito e a não violência contra as mulheres.  Os adolescentes também devem-se conscientizar que, para uma sociedade mais justa, meninas e meninos devem ter igualdade de direitos e de oportunidades. Não pode haver sociedade justa sem igualdade de direitos entre homens e mulheres. Deve ser lembrado que uma gravidez na adolescência afeta não apenas a saúde das mulheres, mas também limita suas oportunidades de estudar e de, no futuro, entrar no mercado de trabalho remunerado, afetando de maneira importante seus projetos de vida.

 

A Reprolatina, na Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, reafirma seu compromisso de continuar lutando para que adolescentes e jovens se conscientizem do comportamento de risco e convida a todas e todos a se engajarem em ações que contribuam para diminuir o número de gravidezes na adolescência, bem como para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em seu município, principalmente o ODS 3- Saúde e Bem Estar e a meta 3.7- Até 2030, assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar, informação e educação.

 

Fontes:

https://nacoesunidas.org/brasil-tem-setima-maior-taxa-de-gravidez-adolescente-da-america-do-sul/

http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-01/lei-fixa-data-da-semana-de-prevencao-da-gravidez-na-adolescencia